11 de abril de 2015

Convivendo com a Disfagia e a Restrição Alimentar e o Uso de Alimentos Aliados.

Desde que minha filha nasceu, ela tinha refluxo. Então, tive que me adaptar às dificuldades dela, devido sua dificuldade de mastigação.Minha preocupação era que do jeito que ela podia, ingerir alimentos nutritivos, e que houvesse uma substituição coerente a cada grupo de alimento. Minha convivência com a equipe de Nutrição e Endocrinologia me ajudam muito, mas há aquelas invenções e intuições de mãe que nunca falham. Muitas vezes errei, ajustei, mas acertei e sempre respeitei o paladar e a capacidade da minha filha. Sempre a estimulo, mas depois que ela ficou adolescente se percebe algumas texturas, ela simplesmente não come! Eu a aviso: Vamos comer senão vai ficar com fome (Pois jamais eu dou outra coisa pra compensar o que ela não comeu). Como acostumei minha filha desde pequena com alguns sabores, há coisas que ela come que vejo que a maioria das crianças não comem.

Faço mistura nos sucos com legumes, verduras e frutas (passo tudo na centrífuga, mas quando não tinha ou se não tivesse faria no liquidificador), incremento na vitamina, adiciono cereais importantes que são aliados na saúde como aveia, linhaça (são ótimos aliados para o coração e possuem vitaminas ótimas). Ela adora abacate e ele é bom por ter gordura do bem, sempre que posso coloco castanha do para na vitamina que é outro aliado. O azeite na comida, ou na preparação, é algo que todos nós deveríamos fazer. Quando não dá pra comprar, o óleo de Canola sempre me foi recomendado. Outra coisa que faço é misturar fruta na gelatina. A gelatina por si só já é uma coisa que ela adora. Muitas vezes vario: Faço a gelatina como as instruções, deixo endurecer, depois bato com um iogurte (já fica um mousse saudável) ou bato com uma fruta da mesma cor (chamamos isso de frapê) e volta pra geladeira pra endurecer de novo! Já cheguei a fazer gelatina de uva, e a parte fria usava um suco de beterraba.


Como ela teve refluxo por muito tempo alguns alimentos ela sequer conhece o sabor. O pão, ela não consegue comer, nem bolacha. As refeições são amassadas. Na medida do possível tento dar algumas coisas, molho com leite, sempre invento, e dá certo. Se ela não quer algo ou não gosta eu respeito, já chegou vezes que fiz uma refeição super gostosa, e ela não comeu nada! Se eu exagerar na verdura e o sabor dela ficar muito forte, ela rejeita na hora! E nem sempre foi assim! Mas ela foi crescendo, e percebendo melhor as coisas.  Sempre tomei cuidado com sal, nunca coloco pimenta em comida, enfim, sempre tive consciência disso. Eu costumo dizer que a alimentação dela deve ser tudo em doses terapêuticas. Nada de exagero, e alimentação nutre o corpo. Ela tem um metabolismo rápido, típico de pessoa magra. A maioria dos PCs são magros, é uma estrutura deles. Pelo menos o exame de sangue dela nunca me preocupou em termos de nutrientes. Isso é sinal que se alimenta bem apesar de as pessoas terem um conceito errado que a pessoa é magra porque não come, e sempre sobra pra mãe né?


Hoje, ela já não tem mais a Disfagia ou Refluxo, porém ela não tem capacidade de comer alguns alimentos. Se insisto, ela tem ânsia de vômito, ou até vomita.
Por conta de uma medicação que ela toma, aliás são vários, mas um por ter um gosto muito ruim, mexe muito com o estômago dela. Percebi que ela tinha vômitos transparente logo após a ingestão dele. Conversei com a equipe de enfermagem da escola, e eu queria saber como poderia dar comprimidos pra minha filha
uma vez que ela não é como nós que coloca o comprimido na boca bebe a água por cima e engole. No começo eu dava com água via que ela passava muito mal.
Então o que faço? Coloco uma porção de banana amassada ou danoninho na colher e vou enfiando os comprimidos dentro como se fosse um recheio. E essa é uma maneira de proteger um pouco o estômago dela, e ela não sentir o gosto horrível de um deles especificamente. Ela nunca me deu trabalho pra tomar medicamentos, ela até abre a boca. Mas pela cara dela, o remédio de convulsão, deixava os lábios dela brancos, então eu percebia que era ele bater no estômago estragava tudo!


Então, eu aprendi a adaptar as coisas para que a minha filha comesse as coisas que ela gosta, do jeito dela. Claro que existem restrições, e que nem adianta as pessoas colocarem por exemplo um pedaço de pizza, pão, bala  na boca dela. Ela fecha na hora! É a defesa que ela faz, por não querer aquele alimento. Uma coisa que a minha filha não conhecia era sorvete. Antigamente eu não dava nada gelado à ela. Ela vivia doente! Hoje em dia eu dou, e a imunidade dela é ótima! Sobre o sorvete? Ela adorou! Até pede! Como tivemos um verão escaldante, eu dava, mas aquele Light, mesmo sendo mais caro, eu tomo cuidado com coisas gordurosas devido a tendência dela a ter taxa de colesterol elevada. Acho que mais importante do que ela se alimentar é ter qualidade nutricional. Ela pode até comer algo calórico, aliás ela precisa mas esse algo calórico deve ter qualidade. E é nisso que devemos focar sempre!


Até breve!
Adriana.

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