19 de julho de 2016

Exames para a consulta da Nefrologista

Hoje foi mais um daqueles dias que acordamos muito cedo para mais um exame para a consulta da Nefrologista em Agosto. A Jaqueline sempre vai calma e séria, apesar das 12 horas de jejum, porque afinal sabe muito bem o que vai fazer. Aguardou na sala de espera, e foi chamada para a sala de coleta e ela só começa a chorar nesse momento em que ouve o nome dela, e chora mais ao olhar para a enfermeira do que pela picada em si, mas quando sai da sala, ela para de chorar, mas reclama do incômodo de mexerem nela.
Como ela tinha exame de urina, começamos por esse com a sondagem vesical de alívio. Só que quando a deitei e tirei a fralda a danadinha tinha feito um monte de xixi, a ponto de vazar a fralda, molhar a calça, aproveitei e a troquei e peguei uma calça limpa que estava na mala e ela nunca faz, mas acho que pela ansiedade acabou fazendo, pois estava de jejum prolongado e nem havia bebido água.
Quando a enfermeira foi tirar não saiu o suficiente no potinho, pois eram 2 amostras, então o que coletou só deu para uma. Então, como tinha exame de sangue fomos para a sala de coleta para que ela fosse liberada da jejum e assim, após colhido, dei o seu café da manhã com os remédios de pressão e convulsão e água e aguardei 30 minutos. Quando retornamos para nova coleta saiu o suficiente ainda bem! Ela não precisa de sonda pra fazer xixi porque faz normalmente na fralda, mas para fazer o exame sim.

No dia 28/06, me ligaram cancelando um exame muito importante que estava marcado para o dia 30/06 porque o aparelho estava quebrado, e pediram que remarcar. Aproveitei que hoje ela tinha esses exames, e teria que pegar medicamentos na farmácia e tentei marcar ( Tomografia de Abdome com contraste e sedação). Só que houve um conflito de informações, e ao tentar marcar me informaram que a médica deveria ter pedido com anestesia e não com sedação. Fui falar com uma médica e a pessoa que foi falar com ela me disse que a guia estava correta e que eu deveria retornar pra marcar. Resumindo: Não consegui remarcar por causa disso, pois onde marcam o exame me explicaram que pra idade dela não é mais com sedação e esse exame nem ficaria pronto a tempo. Então na consulta vou explicar o ocorrido e eles terão que fazer uma nova guia. Esse exame é necessário para ver a artéria renal para investigação da Hipertensão Arterial. Mas acredito que nada é por acaso e que não era pra fazer esse exame. Além da agenda para Tomo e Ultrassom estarem superlotadas. Sei que é necessário investigar, mas se não deu, ou aconteceu algo que impedisse paciência! Pelo menos os outros exames ficaram prontos.

Os exames são os rotineiros, mais um adicional de colesterol que estava um pouco elevado e pediram exames mais frequentes. Fizemos as mudanças na consulta da Endocrinologista ao passar com a Nutricionista. Sempre olho os exames online e vejo os resultados. As taxas lipídicas baixaram, saíram do valor alto e foram para o limite, sinal que está dando certo os ajustes que fizemos. E pelo que vi, na parte específica da Nefrologista só o Potássio que ainda veio no limite e por isso faz dieta anti potássio, e uso de Bicarbonato. Vamos ver o que a médica vai dizer
São exames para ver Sódio, Potássio, Cálcio, Magnésio, Fósforo, Cálcio iônico, Uréia e Creatinina, Gasometria Venosa, Urina I, Cultura Aeróbia, Proteinúria, Microalbuminuria, Creatinina Isolada, Relação de Microalbuminúria/Creatinina e Relação de Proteinúria/Creatinina

A Jaqueline está bem, depois de meses ficando doente com quadros de gripe, está cada dia mais sapeca. Sempre querendo suas bexigas, sempre carinhosa, falante, risonha. Está de férias da Fisioterapia e ainda afastada da escola devido recomendação médica. O tratamento hormonal com Estrogênio está indo bem, sem nenhuma alteração ruim, apenas percebi algumas mudanças como aumento das mamas (nunca teve e se aparece um pouco devido o hormônio é bem pouquinho), e lubrificação vaginal, coisa que não tinha antes. Percebi ela mais alegre, mais calma, e espero que dessa vez corra tudo bem porque precisa dessa reposição devido a prevenção óssea em relação à perda para não acarretar a osteoporose. 

Até a próxima postagem!


Adriana Silva

4 de julho de 2016

Hipogonadismo

O que é Hipogonadismo? 

 

Hipogonadismo é uma doença na qual as gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais, como a testosterona nos homens e o estrogênio nas mulheres. Além dos hormônios, os testículos podem não produzir espermatozoides adequadamente. Da mesma forma, os ovários podem não produzir e liberar óvulos, o que causará dificuldades para a engravidar. 

Tipos 

 

Antes de mais nada, é preciso lembrar que as gônadas funcionam comandadas por uma outra glândula chamada hipófise. Esta glândula fica na base do cérebro e produz hormônios (FSH e LH), que fazem os testículos e ovários funcionarem. Sendo assim, podemos começar a diferenciar os tipos de hipogonadismo.
Quando o hipogonadismo ocorre por problemas nas gônadas, acometidas por alguma doença e com isso passam a apresentar falha na produção de hormônios, é chamado pelos médicos de hipogonadismo hipergonadotrófico. Alguns médicos podem chamar essa forma de hipogonadismo primário, mas esse termo é menos aceito na comunidade médica no momento.
Por outro lado, se a causa do mal funcionamento das gônadas for decorrente de um problema na hipófise, os médicos denominam como hipogonadismo hipogonadotrófico. Alguns médicos podem chamar essa forma de hipogonadismo central ou secundário, mas esse termo é menos aceito na comunidade médica no momento.
Os tipos de hipogonadismo também podem ser diferenciados de acordo com o tempo de surgimento. Em alguns casos, os pacientes já nascem com problemas nas gônadas, chamado hipogonadismo congênito. Outras vezes, os pacientes adquirem o problema depois do nascimento, denominado hipogonadismo adquirido. 

Causas 

 

Existem várias causas do hipogonadismo. Atualmente, em homens adultos, a causa mais frequente é a obesidade, que influencia negativamente na função da hipófise e dos testículos. Traumas (pancadas) ou infecções nos testículos, como por exemplo a caxumba, são outras causas comuns.
Em ambos os sexos, o uso de medicamentos lícitos (como por exemplo agentes quimioterápicos ou medicamentos para dor que contenham opióides) e ilícitos podem afetar a função das gônadas. Outros distúrbios hormonais não tratados, como o hipotireoidismo, podem levar ao hipogonadismo.
Do ponto de vista de causas congênitas (genéticas), a síndrome de Klinefelter é a causa mais comum em homens e a síndrome de Turner é a causa mais comum em mulheres.
Dentre as causas menos comuns estão:
  • Doenças autoimunes na qual nosso sistema de defesa produz anticorpos que passam a atacar o próprio organismo, no caso os testículos ou ovários, ao invés de atacar os germes
  • Hemocromatose, doença na qual nosso organismo começa a depositar ferro nos tecidos, danificando as gônadas ou até mesmo da hipófise
  • Síndrome de Kallmann, tumores hipofisários, HIV (AIDS), ou até mesmo outras doenças crônicas, podem levar ao hipogonadismo
  • Emagrecimento pode ser uma causa de hipogonadismo, especialmente em mulheres atletas
  • Cirurgias e radiação: cirurgias ou radioterapia realizadas em locais próximos ao testículo, ovários ou hipófise podem ocasionar alteração na função gonadal.

 

Fatores de risco 

 

Pacientes com histórico de alguma das situações acima podem apresentar o quadro de hipogonadismo (sinais e sintomas), necessitando de uma avaliação especializada.

Sintomas 

 

Sintomas de Hipogonadismo 

 

Em homens adultos os sintomas mais comuns de hipogonadismo são:
  • Baixa de libido
  • Dificuldade na ereção
  • Redução de pelos no corpo: barba, pelos axilares e pubianos
  • Redução da produção de esperma
  • Dificuldade para engravidar a parceira
  • Perda de massa muscular e ganho de gordura
  • Falta de energia e desânimo.
Em mulheres adultas os sintomas mais comuns de hipogonadismo são:
  • Alteração do ritmo menstrual, podendo chegar até a ausência desta por mais de 3 meses (amenorreia)
  • Dificuldade de engravidar
  • Redução da libido e perda dos pelos pubianos e axilares
  • Falta de energia e perda de massa muscular
  • Fogachos (calorões que são comuns em mulheres menopausadas) em mulheres com menos de 40 anos.
Em crianças a ausência de puberdade é um sintoma comum a ambos os sexos. No entanto, conforme o tipo de órgão reprodutor, os sintomas mudam. Em meninas os sintomas mais comuns do hipogonadismo são:
  • Não desenvolvem a mama até os 14 anos
  • Não menstruam até aos 14 anos
  • Não desenvolvem pelos pubianos até os 14 anos.
Já nos meninos os sintomas são:
  • Não desenvolvem o pênis até os 16 anos
  • Não desenvolvem pelos pubianos
  • Sem alterações na voz até os 16 anos
  • Surgimento de mamas em qualquer idade.

Diagnóstico e Exames 

 

Buscando ajuda médica 

 

Apresentar quaisquer dos sintomas listado justifica a busca por ajuda médica. 

Diagnóstico de Hipogonadismo 

 

O diagnóstico do hipogonadismo é feito através do histórico clínico do paciente, do exame físico e confirmado através da realização de exames complementares.
Vários exames podem ser solicitados, a depender de cada caso, como por exemplo a determinação do painel de hormônios como: FSH, LH, estradiol, progesterona, testosterona, DHT, prolactina, TSH, T4L, etc. Pode ser necessário realizar outros exames como: espemograma, ultrassom de testículos, ultrassom da pelve (para avaliar os ovários), ressonância da hipófise etc. Lembrando que os exames citados devem ser diferenciados de acordo com sexo do paciente.

Tratamento e Cuidados 

 

Tratamento de Hipogonadismo 

 

O tratamento vai depender da causa do hipogonadismo. Por exemplo, quando a causa é um tumor hipofisário, o tratamento pode ser a cirurgia para esta lesão ou mesmo o uso de medicamentos (quando o tumor é produtor de prolactina).
Na maioria dos pacientes com hipogonadismo, quando a causa não é tratável, como numa lesão testicular por trauma ou ovariana por uma doença autoimune, o tratamento consistirá na reposição dos hormônios sexuais que estão em falta, como por exemplo a testosterona, o estradiol e a progesterona, a depender do sexo do paciente.
Em alguns casos, quando a doença inicial não é na gônada (como por exemplo, numa lesão de hipófise pós-radioterapia) e o paciente tem o desejo de fertilizar, alguns tratamentos podem ser feitos utilizando medicamentos que estimulem a função dos ovários ou dos testículos. Em geral, são medicamentos que contém moléculas iguais ou semelhantes ao LH ou FSH, que são naturalmente produzidos no nosso organismo. 

Medicamentos para Hipogonadismo 

 

Os medicamentos mais usados para o tratamento de hipogonadismo são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico) 

 

Complicações possíveis 

 

A primeira complicação do hipogonadismo é a perda de fertilidade. Além disso, a falta de hormônios sexuais precocemente pode levar a alterações metabólicas, como o aumento do risco cardiovascular (infarto ou derrames), ganho de peso, perda de massa muscular, alterações do humor (desanimo, tristeza e falta de energia) e alterações da massa óssea, fazendo com que os ossos fiquem fracos e mais sujeitos a fraturas (osteopenia e osteoporose). 

Expectativas 

 

Depende da causa do hipogonadismo. Algumas vezes, quando a causa é um fator passível de correção, o paciente pode ser curado. Porém, na maioria dos casos o fator mais importante é o tratamento adequado com acompanhamento especializado e reposição correta dos hormônios.

Prevenção 

 

Prevenção 

 

Somente algumas causas podem ser preveníeis, como por exemplo o ganho de peso e a falta de sono em homens. Neste caso, orienta-se ter uma vida saudável: comer bem, dormir o tempo adequado e praticar atividade física.
Também é importante evitar a automedicação, pois alguns medicamentos interferem na função das gônadas. 

Fontes e referências

  • Felipe Henning Gaia Duarte, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo, gerente Médico da Endocrinologia do SalomãoZoppi Diagnósticos e especialista Minha Vida (CRM-SP 103.254)